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12 curiosidades sobre a região da Basilicata

12 curiosidades sobre a região da Basilicata

A região da Basilicata pode não ser tão popular quanto outras regiões italianas, como a Toscana, Puglia ou Vêneto, mas na verdade é um lugar encantador, com muito a oferecer, e paisagens extraordinariamente bonitas.

Assim, se você já se viu planejando uma viagem fora dos roteiros mais batidos na Itália, aqui estão as 12 curiosidades que você precisa saber sobre a região da Basilicata!

 

Faz divisa com 3 regiões e é banhada por 2 mares

A Basilicata faz divisa com a Calábria, Campânia e Puglia, além de ser banhada pelo Mar Jônico de um lado e pelo Mar Tirreno do outro.

Certamente a Basilicata está entre as regiões menos populosas da Itália. De fato, a região tem cerca de 591 mil habitantes, ou seja, menos de 1% da população do país.

Além disso, a região é dividida em duas províncias: Potenza é a capital administrativa e Matera, que também é a principal cidade turística.

 

A região da Basilicata tem a capital com maior altitude da Itália

Potenza, capital da região da Basilicata. Ela tem o apelido de “cidade vertical” por causa da sua estrutura urbana. Foto: WikiCommons

 

Potenza, que como escrevi anteriormente é a capital da Basilicata, é também a capital mais alta da Itália, pois encontra-se a 819m de altitude.

 

Nasceu na região da Basilicata? É lucano!

Mapa da Lucania

Quem nasce na Basilicata não se chama “basilicatese”, mas sim lucano! De fato, a Basilicata é a única região da Itália cujo adjetivo gentílico não é uma derivação do próprio nome. Mas por que será?

A resposta está no fato que, historicamente, a Basilicata tinha dois nomes: nos tempos antigos, chamava-se Lucania em homenagem às tribos “lukanas”, que viviam nessas terras desde a antiguidade. A palavra “Lukus” em latim significa “floresta”.

“Basilicata” é um termo mais “recente” e remonta ao último período de dominação bizantina na Itália, entre os séculos XI e XII. C. Derivaria de “basilikós” (βασιλικός), “real / imperial”, por sua vez, proveniente do substantivo “basileús” (βασιλεύς), “rei / imperador”. O basilikós era o “oficial do rei” que governava uma parte da antiga Lucania, a que ainda estava nas mãos dos bizantinos.

 

A lenda da morte de Monalisa

Há uma lenda popular de que Lisa Gherardini, mais conhecida como modelo de Leonardo Da Vinci para a Mona Lisa, conheceu sua morte prematura na cidade de Lagonegro, na Basilicata, e não na Toscana!

Diz a lenda que ela e o marido, Francesco Messer del Giocondo, estavam a caminho da Calábria para comprar peles de ovelha. De repente, Mona Lisa ficou com febre e seu marido a deixou em Lagonegro para se recuperar enquanto ele conduzia negócios na Calábria. Infelizmente ela acabou morrendo em Lagonegro.

E foi graças a essa história que nasceu um “duelo” entre a região da Basilicana e a Toscana, sobre onde é que está realmente o túmulo de Lisa. Para se ter uma ideia, Lagonegro tem tanta certeza que os restos de Lisa Gherardini estão lá, que criaram até um museu chamado Monnalisa Museum!

É difícil determinar onde está a verdade, visto que há muitas dúvidas, não só sobre a existência de Lisa Gherardini, mas como também sobre sua relação real com a pintura de Leonardo.

 

Sassi di Matera e suas cavernas pré-históricas

Um dos favoritos entre os fãs de história natural, Sassi di Matera (ou literalmente “Pedras de Matera”) é um Patrimônio Mundial da UNESCO.

É um sistema de habitações em cavernas, casas rústicas e ruas antigas que se hipotiza ter sido um dos primeiros assentamentos humanos na Itália, com origens que podem remontar ao período pré-histórico. O Sassi foi realmente habitado até a década de 1950, mas desde então, os moradores foram realocados devido a razões de saúde e saneamento.

No entanto, com a ajuda da União Europeia, do governo italiano e da UNESCO, o Sassi di Matera foi revitalizado e agora é um lugar extremamente turístico, repleto de muitas empresas e hotéis.

 

Foi cenário da Paixao de Cristo de Mel Gibson

Cena da crucificação com ao fundo os Sassi de Matera.

 

Houve cenas importantes no filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, que foram filmadas na Basilicata. Por exemplo, a cena de Cristo carregando a cruz até a colina foi filmada na cidade de Matera. Se você notar, a parte do filme que mostra ele já pregado na cruz, tem como fundo Matera.

Além disso, a cena em que Judas se mata foi filmada na cidade fantasma de Craco. A Basilicata é um lugar tão bonito, como um mundo esquecido pela tecnologia e pela civilização. E essa é a razão pela qual os cineastas optam por filmar na Basilicata filmes de época. Outros filmes filmados por la foram o remake de 2006 de The Omen e o sucesso de bilheteria de 2017 Mulher Maravilha.

 

Acontece o casamento das árvores

Maggio di Accettura ou “O Casamento das Árvores” é um festival pagão de quatro dias. Ele acontece todo mês de maio na cidade de Accettura.

A população corta duas árvores das florestas e as leva para a vila, onde se juntam em uma cerimônia de casamento simbólico.

Maggio, que é o longo tronco de um carvalho, representa o noivo. Além disso, bois criados para a ocasião são os meios utilizados para transportá-lo. Cima, o topo de uma árvore de azevinho, representa a noiva.

Apesar de bizarra, esta antiga tradição é um ritual para garantir solo fértil e uma boa colheita.

 

A região da Basilicata deu origem a um grande diretor

 

Foto: FICG.mx (FlickR)

 

Francis Ford Coppola é um diretor famoso por filmes premiados e obras-primas vencedoras do Oscar. Sem dúvida, seu maior trabalho é a trilogia de O Poderoso Chefão.

Os avós de Coppola eram originários da Basilicata e viviam na humilde cidade de Bernalda, antes de emigrar para a América. Coppola, de fato, possui um hotel em Bernalda, o Palazzo Margherita. Se você encontrar alguém na Basilicata que se pareça com ele, é provável que seja Francis Ford Coppola. Ele costuma passar o tempo com sua família em Bernalda.

 

A região da Basilicata tem ótimo vinho

Apesar de não ser muito famoso, o Aglianico del Vulture, que tem a mais alta denominação de DOCG, é um ótimo vinho que a Basilicata produz. De fato, o vinho é tão bom que a empresa de correios italiana tem um selo dedicado a ele. Então sim. Vinho maravilhoso.

 

Os curiosos carimbos para pães

carimbo de pães da região da basilicata
Foto: Daddiego Arte Gallery Matera

 

Até a década de 1950, as donas de casa costumavam preparar a massa do pão em casa e então mandavam assá-la nos fornos comunitários da cidade, mas não antes de carimbar cada pão para distinguí-los dos de outras famílias.

Os carimbos eram encomendados aos pastores que os faziam durante o período de transumância, quando estavam longe de suas casas e tinham tempo livre para dedicar à escultura em madeira, material que não faltava em sua viagem.

Hoje em dia é fácil encontrar os carimbos de pães nas lojinhas de artesanato de Matera e outras cidades da Região da Basilicata. São uma ótima lembrança para levar para casa!

 

Tem um Cristo Redentor

Maratea

O Cristo Redentor de Maratea é uma estátua de 22m de altura localizada no monte S. Biagio que, com sua grandeza e braços enormes, protege todo o Golfo de Policastro. Em tamanho, a estátua perde apenas para a estátua do Corcovado, no Rio de Janeiro. O Cristo de Maratea foi encomendado pelo conde Stefano Rivetti ao escultor Bruno Innocenti. Utilizando uma mistura feita de cimento armado e lascas de mármore de Carrara, ele começou a construir a estátua em 1963 e terminou em 1965.

O Cristo está com as costas voltadas para o mar e abre os braços como sinal de devoção à Basílica de S. Biagio.

 

E uma cidade fantasma

Craco, Basilicata

Por fim, termino este elenco de curiosidades sobre a região da Basilicata falando de uma verdadeira cidade fantasma. É Craco, a 50 km de Matera.

Devido a um deslizamento de terra, o centro de Craco foi completamente abandonado a partir de 1963. O aspecto fantasmagórico do lugar contribuiu, no entanto, para torná-lo uma atração turística muito procurada e um cenário de filme bem cobiçado.

Além disso, Craco serviu de cenário para algumas cenas de “Cristo parou em Eboli”, de Francesco Rosi, e para o final de “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson.

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